Mais serviço com menos energia.
Na Sooma, sustentabilidade é uma questão de engenharia: fazer mais serviço com menos energia, medir o que consumimos e substituir processos em papel por processos digitais com o mesmo valor legal.
- Datacenter da NOS, com metas validadas pela SBTi
- Metas medidas por unidade de serviço
- Cópias externas com eletricidade 100% renovável
75,8%
Eletricidade renovável em Portugal
da eletricidade produzida no país em 2025, segundo a APREN, com dados da REN
−90%
Meta para 2030
meta da NOS, operadora do nosso datacenter, para as emissões diretas e da eletricidade, face a 2019, validada pela SBTi
100%
Renovável nas cópias externas
datacenters na União Europeia, com PUE entre 1,10 e 1,16
−20%
Meta da Sooma para 2029
na energia e nas emissões por comunicação registada
A nossa abordagem
Eficiência por unidade de serviço, com contas transparentes.
Toda a nossa infraestrutura de produção está alojada num datacenter da NOS em Matosinhos, um operador com metas validadas pela Science Based Targets initiative.
Em 2026 renovámos o núcleo dessa infraestrutura com servidores, armazenamento e rede de nova geração. A escolha foi feita a pensar em três coisas ao mesmo tempo.
Segurança e soberania dos dados
Infraestrutura própria, em Portugal, sobre software livre auditável.
Capacidade para crescer
Incluindo o Sooma Mail Registado, o nosso serviço de envio registado eletrónico.
Eficiência energética
Menos watts por unidade de trabalho e medição contínua do consumo.
Com transparência
O consumo absoluto sobe. A intensidade tem de descer.
Ao instalar capacidade nova, o nosso consumo absoluto de eletricidade aumenta. Por isso as nossas metas são de intensidade (energia e emissões por unidade de serviço prestado) e publicamos a forma como as medimos.
Onde estamos
O datacenter da NOS em Matosinhos.
Os nossos sistemas funcionam no datacenter da NOS em Matosinhos. É um dos principais centros de dados empresariais do Norte do país, operado pela NOS Sistemas.
O edifício tem cerca de 1.800 m² de sala técnica e foi desenhado com redundância equivalente a Tier III. Inclui alimentação elétrica em dois caminhos independentes (A+B), sistemas UPS, geradores de emergência e climatização de precisão N+1. Tem ligação direta por fibra ao ponto de troca de tráfego GigaPIX no Porto e à rede ótica nacional da NOS.
Partilhar um datacenter profissional é, por si só, uma escolha de eficiência. A climatização, a distribuição de energia e a segurança física servem muitos clientes em simultâneo, com uma eficiência que uma sala técnica própria de uma PME não consegue igualar.
Os compromissos climáticos da NOS
A NOS publica metas de descarbonização validadas pela Science Based Targets initiative (SBTi) desde 2021 e responde ao questionário climático do CDP desde 2020. É também signatária da European Green Digital Coalition.
| Compromisso da NOS | Meta | Ponto de partida |
|---|---|---|
| Emissões diretas e da eletricidade (âmbitos 1 e 2) | menos 90% até 2030 | face a 2019 |
| Emissões da cadeia de valor (âmbito 3) | menos 30% até 2030 | face a 2019 |
| Eletricidade renovável | 100% até 2030 | 50% em 2024 |
| Neutralidade carbónica | 2040 |
O caminho já percorrido também passa pelos datacenters. Entre 2019 e 2024, a NOS reduziu em 62% a energia consumida por unidade de tráfego de dados. Nos centros de dados, a modernização da climatização e da iluminação melhorou a eficiência energética em cerca de 30%, a par da consolidação e virtualização de servidores.
Para chegar aos 100% de eletricidade renovável, a NOS combina contratos de longo prazo (PPA), eletricidade com garantias de origem e produção própria, incluindo instalações fotovoltaicas em salas técnicas e num dos seus datacenters. Como clientes de alojamento, as emissões da eletricidade que os nossos equipamentos consomem descem à medida que a NOS avança nesse caminho.
Equipamento
Porque gasta menos por unidade de trabalho.
Poucos equipamentos muito densos, bem aproveitados, gastam menos energia por serviço prestado do que muitos equipamentos antigos meio ocupados. Foi este princípio que guiou a renovação de 2026.
A infraestrutura da Sooma está organizada em nós de computação e de storage. Cada nó é uma unidade completa: servidores, armazenamento, rede e distribuição de energia com medição, dimensionados em conjunto. Crescemos acrescentando nós à medida da procura, em vez de sobredimensionar a infraestrutura à partida.
| Componente de cada nó | Função | Contributo para a eficiência |
|---|---|---|
| 10 servidores Dell PowerEdge R7725, cada um com 2 processadores AMD EPYC 9655 e 1 TB de memória | Computação para os serviços de email, DNS, alojamento e plataforma de confiança | 192 núcleos por servidor permitem consolidar cargas em menos máquinas; geração Zen 5 com mais desempenho por watt |
| Storage IBM FlashSystem 9500: o expoente máximo em armazenamento enterprise, desenhado para a resiliência absoluta de dados críticos. | Armazenamento e preservação de longo prazo da evidência digital, com 1397,04 TiB RAW, aproximadamente 2 petabytes de dados armazenados por nó | Totalmente em flash, com compressão de dados no próprio módulo; menos watts por terabyte e módulos de vida longa |
| Switches Dell S5224-ON de 25 GbE e firewall SonicWall | Rede e proteção de perímetro | Menos equipamentos e ligações mais rápidas para o mesmo tráfego |
| PDU APC com medição por circuito | Distribuição de energia nos bastidores | Medem o consumo real, circuito a circuito: a base de todas as nossas metas |
Computação: mais trabalho por watt
Cada servidor tem 2 processadores AMD EPYC 9655, com 96 núcleos cada, na arquitetura Zen 5. Em mais de 100 testes independentes da Phoronix, este processador entregou cerca de 1,4 vezes o desempenho do modelo equivalente da geração anterior, com um consumo médio apenas cerca de 5% superior. Na prática, cerca de um terço mais trabalho por cada watt.
O ganho maior vem da consolidação. A AMD estima que substituir servidores de 2019 por servidores desta geração permite entregar a mesma capacidade de computação com cerca de 87% menos servidores e 71% menos energia. É uma estimativa do fabricante, para um cenário-tipo. O mecanismo, porém, é o mesmo no nosso caso: com 192 núcleos e 1 TB de memória por servidor, cada nó concentra em poucas máquinas cargas que antes exigiam muitas.
Os servidores têm arrefecimento inteligente e gestão remota (iDRAC), que reporta o consumo elétrico em tempo real. Assim, conseguimos ajustar a distribuição de cargas à energia efetivamente gasta.
Storage: flash enterprise, compressão e longevidade
O storage de cada nó é um IBM FlashSystem 9500, o expoente máximo em armazenamento enterprise, desenhado para a resiliência absoluta de dados críticos. Cada nó tem 1397,04 TiB RAW, aproximadamente 2 petabytes de dados armazenados.
É totalmente em flash e usa os módulos IBM FlashCore, que comprimem os dados no próprio hardware. A IBM garante uma redução de dados de pelo menos 2:1, ou seja, o mesmo volume de informação ocupa metade da capacidade física. A IBM garante também um teto de consumo por terabyte, que em algumas configurações é de apenas 1,7 W/TB.
Os módulos FlashCore usam uma tecnologia de tensão variável que prolonga a sua vida útil. Isto importa num serviço que tem de conservar provas digitais durante 7 a 10 anos: menos substituições significam menos resíduos eletrónicos.
Rede e energia: medir no ponto de consumo
A rede de cada nó assenta em switches Dell S5224-ON de 25 GbE, com menos equipamentos e menos cablagem para o mesmo tráfego. As PDU APC medem o consumo de cada circuito. É esta medição que nos permite calcular a energia gasta por cada comunicação processada, em vez de estimativas.
Medir para melhorar
Metas por unidade de serviço, medidas com dados reais.
Comparamos sempre com uma base de referência: o primeiro semestre de 2027, o primeiro de operação completa da nova infraestrutura. A medição final é feita em 2029.
| Indicador | Meta para 2029 | Como medimos |
|---|---|---|
| Consumo energético por comunicação registada | menos 20% | kWh da infraestrutura dedicada (medição por circuito nas PDU) a dividir pelo número de comunicações processadas |
| Emissões de gases com efeito de estufa por comunicação | menos 20% | Consumo elétrico multiplicado pelo fator de emissão do mix elétrico nacional |
| Consumo de recursos por unidade de serviço | menos 10% | Papel, consumíveis e deslocações, reduzidos pela desmaterialização de faturação, contratação e suporte |
As metas de energia e emissões resultam de três alavancas: a consolidação de cargas nos novos servidores, o armazenamento em flash com compressão e a otimização contínua da plataforma de software.
Seguimos referências reconhecidas. A medição e verificação de poupanças segue o protocolo internacional IPMVP. As boas práticas de operação seguem o Código de Conduta Europeu para a Eficiência Energética dos Centros de Dados, mantido pelo Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia. Acompanhamos também o PUE (Power Usage Effectiveness), o rácio entre a energia total do datacenter e a energia usada pelos equipamentos informáticos.
Publicamos os valores absolutos ao lado das intensidades. Um serviço que cresce consome mais energia no total. O que queremos demonstrar é que cada comunicação, cada caixa de correio e cada site que alojamos gasta cada vez menos.
Desmaterialização
A carta registada que não precisa de papel.
O maior contributo ambiental da nova infraestrutura não está no datacenter, está nos nossos clientes. O Sooma Mail Registado, o nosso serviço de envio registado eletrónico, substitui a carta registada em papel por uma comunicação eletrónica com o mesmo valor probatório.
O serviço segue o Regulamento europeu eIDAS (Regulamento (UE) n.º 910/2014, revisto pelo Regulamento (UE) 2024/1183) e as normas ETSI para o envio registado eletrónico. Um envio registado eletrónico qualificado tem efeitos legais reconhecidos em todos os Estados-Membros: prova de envio, de entrega e da integridade do conteúdo.
Uma carta registada física exige papel, impressão, envelope, transporte, triagem, entrega porta a porta e, muitas vezes, uma segunda tentativa de entrega e o arquivo em papel do aviso de receção. A versão eletrónica elimina todas estas etapas.
Estimamos que cada comunicação eletrónica registada reduza em mais de 90% a pegada de carbono face à carta registada equivalente. O cálculo segue a metodologia europeia de Pegada Ambiental dos Produtos (PEF), da Recomendação 2013/179/UE da Comissão Europeia.
A evidência de cada envio (provas de envio e receção, selos temporais, registos invioláveis) é preservada digitalmente no armazenamento em flash, em vez de dossiês de comprovativos em papel.
Este efeito evitado nos clientes não entra nas nossas metas internas de energia e emissões. Contamos apenas o que consumimos, para não misturar ganhos próprios com benefícios de terceiros.
Longevidade
Usar bem o equipamento, e durante mais tempo.
A forma mais eficaz de reduzir a pegada de um equipamento é usá-lo bem e durante mais tempo. Três práticas ajudam-nos a isso.
Software livre e auditável
A nossa plataforma assenta predominantemente em software livre, alojado na nossa própria infraestrutura. Controlamos o código e podemos otimizá-lo para o hardware que temos. Não dependemos de ciclos de licenciamento que obriguem a trocar equipamento antes do fim da sua vida útil.
Infraestrutura definida por código
Servidores e aplicações são configurados de forma automatizada (Ansible). Isto permite ajustar a capacidade à necessidade real e reconstruir um serviço noutro servidor em minutos, sem manter máquinas paradas «por precaução».
Reutilização de equipamento
O equipamento que sai da produção ganha uma segunda vida em desenvolvimento e testes. Os módulos criptográficos de hardware (HSM) adquiridos no projeto ED-X, a Test Bed nacional de espaços de dados que a Sooma liderou, são reaproveitados no desenvolvimento e nos testes de conformidade do Sooma Mail Registado.
No fim de vida, os suportes de dados são eliminados de forma segura, segundo um procedimento documentado no nosso sistema de gestão de segurança da informação, antes do encaminhamento do equipamento para valorização.
Continuidade
Cópias de segurança com eletricidade renovável.
A cópia externa dos nossos backups e a infraestrutura de reserva para o email estão num fornecedor europeu independente, em datacenters na União Europeia alimentados a 100% por eletricidade renovável.
Seguimos a regra 3-2-1: três cópias dos dados, em dois suportes diferentes, uma delas fora do datacenter principal. A cópia externa é cifrada antes de sair da Sooma, e a chave nunca deixa a nossa posse. Assim, a soberania dos dados mantém-se mesmo em infraestrutura de terceiros, sempre dentro da União Europeia.
Esse fornecedor usa exclusivamente eletricidade de fontes renováveis, com certificados de origem hidroelétrica. Os seus datacenters são arrefecidos com ar exterior durante quase todo o ano, sem consumo de água no arrefecimento, têm um PUE entre 1,10 e 1,16 e certificação ambiental europeia EMAS.
A infraestrutura de reserva para o email fica em espera e só é ativada em caso de incidente no datacenter principal. Continuidade de serviço sem duplicar permanentemente os sistemas, e por isso sem duplicar o consumo.
Contexto
Uma das redes elétricas mais renováveis da Europa.
Operar a partir de Portugal já é uma vantagem climática. Em 2025, 75,8% da eletricidade produzida no país teve origem renovável, segundo a APREN, com base em dados da REN.
- Mix de 2025: hídrica 27,0%, eólica 25,2% e solar fotovoltaica 18,1% (incluindo produção descentralizada).
- Intensidade carbónica: cerca de 63 gCO2 por kWh produzido em 2025.
- Horas 100% renováveis: o mercado grossista fechou com geração integralmente renovável durante 1.433 horas, o equivalente a cerca de 60 dias.
- Emissões evitadas: a produção renovável evitou cerca de 10,8 milhões de toneladas de CO2 ao longo do ano.
O Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC 2030) aponta para 93% de renováveis no consumo de eletricidade em 2030. Cada ponto percentual a mais reduz as emissões associadas à nossa infraestrutura, sem que tenhamos de mudar nada no datacenter.
Por isso a nossa meta de emissões usa o fator de emissão do mix nacional. Para que a redução que reportamos seja mérito nosso, e não apenas da rede, publicamos também a intensidade energética (kWh por comunicação), que só depende da nossa eficiência.
Compromissos
O que assumimos até 2029.
Comprometemo-nos a cumprir as metas de intensidade descritas em «Medir para melhorar» e a prestar contas sobre elas todos os anos.
1
Publicar todos os anos
O consumo de eletricidade da nossa infraestrutura, em valor absoluto e por unidade de serviço, e a metodologia usada.
2
Datacenters com metas climáticas
A produção em datacenters com metas climáticas validadas e as cópias externas em datacenters alimentados por eletricidade renovável, sempre na União Europeia.
3
Eficiência por unidade de trabalho
Escolher equipamento pela eficiência, privilegiando consolidação, flash com compressão e medição de consumo no ponto de utilização.
4
Prolongar a vida útil
Reaproveitar em desenvolvimento e testes o equipamento que sai de produção e eliminar os suportes de dados de forma segura antes da valorização.
5
Desmaterializar
Os nossos processos, da faturação à contratação e ao suporte, e ajudar os nossos clientes a fazer o mesmo, a começar pela carta registada.
6
Eficiência auditada
Integrar a eficiência no sistema de gestão que estamos a certificar segundo as normas ISO 27001 e ISO 9001, para que estas práticas sejam auditadas e não dependam de boa vontade.
Fontes
De onde vêm os números.
- NOS, Neutralidade carbónica: metas para 2030 e 2040, eletricidade renovável e eficiência nos datacenters.
- NOS, Alterações climáticas: resposta ao CDP desde 2020.
- NOS, Sustentabilidade: validação SBTi (2021) e European Green Digital Coalition.
- DCPulse, NOS Data Center NS, Matosinhos: características do edifício.
- APREN, Eletricidade renovável em revista 2026: dados do sistema elétrico português em 2025.
- AMD, lançamento da 5.ª geração EPYC: estimativa de consolidação (nota 13 do comunicado).
- Phoronix, AMD EPYC 9655 Benchmarks: desempenho e consumo face à geração anterior.
- IBM, FlashSystem data storage sustainability: redução de dados e garantia de W/TB.
Referências normativas: Regulamento (UE) n.º 910/2014 (eIDAS) e Regulamento (UE) 2024/1183; Recomendação 2013/179/UE (PEF); protocolo IPMVP; Código de Conduta Europeu para a Eficiência Energética dos Centros de Dados (JRC).
Quer ver os números em detalhe?
Falamos consigo sobre a infraestrutura, a forma como medimos o consumo e o Sooma Mail Registado.
